quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Luz da Fé!

Lâmpadas - Luz

Apagam-se lâmpadas, mas a LUZ continua acesa!
Entre um “dia 21” e outro, apagaram-se algumas “lâmpadas” que, durante 70, 80, 90 anos estiveram acesas no caminho da Família Gianellina: morreram algumas Irmãs Filhas de Maria Santíssima do Horto e pessoas a elas ligadas... Outras diminuíram seu ritmo de trabalho, continuam enfermas...
Apagam-se lâmpadas, mas a LUZ continua acesa!
Aumentam a cada dia os desafios de remanejo de pessoas, de melhor serviço, de multiplicidade de tarefas... Aumenta a necessidade de presenças generosas... porque a missão continua!
Apagam-se lâmpadas, mas a LUZ continua acesa!
É a partir dessa experiência gianellina de pequenez e grandeza, de limites e superação, de fragilidade e força, de perdas e ganhos que chego aos membros da Família Gianellina com esta Mensagem do “dia 21” do mês vocacional 2013.
Busco inspiração no tempo de Graça que estamos vivendo – o Ano da Fé – e faço circular algumas idéias da Encíclica “Lumen fidei” – “A Luz da fé”, escrita a quatro mãos e a dois corações, por Bento XVI e o Papa Francisco.
Queremos VER melhor o caminho e caminhar melhor, com a presença do Deus que “permanece conosco” (cf. Lc 24,29).
Quem acredita vê; vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque nos vem de Cristo ressuscitado, estrela da manhã que não tem ocaso (Lf 1)
A fé, que recebemos de Deus como dom sobrenatural, aparece-nos como luz para a estrada orientando os nossos passos no tempo (Lf 4).
Se acreditares, verás a glória de Deus (Jo 11,40). [...] ... a fé aparece como um caminho do olhar... (Lf 30).
Sendo agosto o mês vocacional no Brasil, aproveitamos para renovar-nos vocacionalmente e, além de pedir aumento de vocações, por sugestão de S. Antônio Gianelli, pedimos “aumento de vocação”, encorajamento na vocação, dilatação do coração para a solidariedade, alargamento dos espaços da missionariedade.
A fé é a resposta a uma Palavra que interpela pessoalmente, a um Tu que nos chama por nome (Lf 8).
A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir um grande chamado – a vocação ao amor – e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que é mais forte do que toda a nossa fragilidade (Lf 53).
Quem recebe a fé descobre que os espaços do próprio “eu” se alargam, gerando nele novas relações que enriquecem a vida (Lf 39).
Pensando nas lâmpadas humanas que se apagam a cada dia no mundo todo... e também no nosso pequeno mundo, renovamos nossa confiança na vida, porque apagam-se lâmpadas, mas a LUZ continua acesa!
A fé ilumina a vida social: possui uma luz criadora para cada momento novo da história, porque coloca todos os acontecimentos em relação com a origem e o destino de tudo no Pai que nos ama (Lf 55).
[...]... até a morte fica iluminada, podendo ser vivida como o último chamado da fé, o último “Sai da tua terra” (cf. Gn 12,1), o último “Vem!” pronunciado pelo Pai, a quem nos entregamos com a confiança de que Ele nos tornará firmes também na passagem definitiva. (Lf 56)
Apagam-se lâmpadas, mas a LUZ continua acesa!
Como seres históricos, vivemos experiências de finitude e mudanças no dia a dia... Acabam-se forças... Acabam-se projetos... Acaba-se o tempo da vida terrena... Diminuem possibilidades para algumas coisas... Mas, abrem-se novas brechas para a passagem da Luz pelos nossos caminhos... Surgem outras alternativas de missão, novos espaços de caridade evangélica vigilante... novos jeitos de viver plenamente a própria Vocação e qualificar o Serviço.
A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas a lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho.
Ao homem que sofre, Deus não dá um raciocínio que explique tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma de uma presença que o acompanha, de uma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz. (Lf 57).

Pode-se cantar:
Deixa a luz da fé entrar... Deixa a luz da fé entrar...
Abre bem as portas do teu coração e deixa a luz da fé entrar!

Apagam-se lâmpadas, mas a LUZ continua acesa!
Acreditei e por isso falei” (2Cor 4,13), diz o apostolo Paulo (Lf 56)... por isso escrevi esta mensagem, digo eu, ao chegar à Família Gianellina com meu abraço e os melhores votos de felicidade e fidelidade no caminho!
Neiva Moresco, fmh

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ano Vocacional Missionário Gianellino

TRAVESSIA VOCACIONAL!


TRAVESSIA GIANELLINA!




O Instituto das Filhas de Maria Santíssima do Horto dedica tempo,
investe bens e dons, articula pessoas no Serviço de Animação Vocacional, acreditando que o chamado divino continua ecoando nos corações,
em todos os recantos do mundo.
VEM E SEGUE-ME!

No Brasil, as Irmãs do Horto estão presentes, convivem
e atuam em diversas localidades, construindo a FAMÍLIA GIANELLINA: pessoas que se sentem atraídas e se comprometem com o CARISMA gianellino: Caridade Evangélica Vigilante pela causa do Reino de Deus!
SEGUE-ME!

Em cada Comunidade das Irmãs do Horto no Brasil há uma 
Religiosa referente da FAMÍLIA GIANELLINA, que marca presença, ajuda a organizar e anima Grupos de pessoas que cultivam a espiritualidade vivida por Santo Antônio Gianelli, concretizando o Evangelho de Jesus. São os “Grupos Gianellinos”!
VEM E VÊ!

Há muitas pessoas envolvidas com Projetos de Bem em favor da humanidade, inspiradas no Evangelho e animadas pelo chamado-envio de Deus: 
SEGUE-ME E VAI!

- Participas de algum grupo missionário?
- Conheces alguém que faz de sua vida uma
“travessia” evangélico-missionária?
- Já sentiste algum desafio vocacional?
VEM E VÊ!     
VEM E SEGUE-ME!
SEGUE-ME E VAI!      
VAI, VIVE E ANUNCIA!


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dia 21 gianellino!

Junho – Mês em que a Família Gianellina faz memória da “TRAVESSIA para a eternidade” de Santo Antônio Gianelli.


“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo... E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares... É o tempo da travessia... E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos...” (Fernando Pessoa)

Biografia ou Travessia?

Nascimento - data, local, pais, irmãos, onde viveu, em que escolas estudou, cursos que fez, em que trabalhou etc. São dados da biografia de alguém. Isso não depende da pessoa. É circunstancial ou, se quisermos, providencial.
Travessia: envolvimento pessoal, mescla de sonhos e desafios, relações e realizações... doação de si e do que é seu em favor de outros, por uma causa...
Na travessia da vida, a pessoa qualifica a sua biografia: o que faz pela sua família... que serviços presta em bem da comunidade... como socializa o conteúdo dos estudos... Avanços na qualidade de vida – sua e dos outros... Gestos novos, presenças novas... Travessia inclui opções pessoais.
Há quem goste e se dedique a escrever biografias de santos e de outras personalidades. E isso é uma coisa boa. Mas o que faz a diferença é a TRAVESSIA de santidade, de comprometimento comunitário.

O Evangelho não é uma biografia, mas o relato da travessia de Jesus, de Maria, das Comunidades, dos discípulos e das discípulas. Uma travessia apaixonada e apaixonante... uma travessia focada e ampliada... por causa do Reino de Deus!

Nossa biografia nem sempre é gloriosa: não escolhemos familiares, local e data de nascimento. E esses dados não podem ser mudados. Mas a nossa travessia pode ser significativa e ter marcas de idealismo, escolhas, novidade, relevância para a história da humanidade. Por isso, somos desafiados a investir mais na travessia, porque é isso que nos faz “passar para a outra margem” (cf Mc 4,35), ultrapassar interesses individualistas, limites e fronteiras.
Há travessias geográficas, de longa distância, e travessias caseiras, pequenas, até de uma pessoa a outra... Uma boa travessia nos faz chegar mais longe, ir além do nosso pequeno mundo e mais perto dos outros, mais dentro de causas da humanidade.

Antônio Gianelli, o Santo Fundador do Instituto das Filhas de Maria SS. do Horto, não se ocupou com sua “biografia” – outros se encarregaram disso – mas ocupou-se com sua “travessia”: Chiávari, Gênova, Bobbio, Piacenza, no seu tempo... e daí para o mundo, em todos os tempos... E mais: ele deu indicações para que os membros da Família Gianellina fiizessem uma significativa “travessia” na vida.

A “travessia” de Antônio Gianelli continua através de tantas “travessias gianellinas”...
Estou nessa! E você?

Com a proteção de Nossa Senhora do Horto e as indicações de Santo Gianelli,
travesSIGA seu caminho e travesSEJA feliz!...
Abraços.
Neiva Moresco, fmh

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dia 21 gianellino!

CONVERSA na PORTA

Você já notou como as pessoas gostam de conversar na porta das casas?...
Na hora de ir embora, sempre tem mais algum assunto a tratar... e, parando na porta, continua-se a conversa...
Porta, lugar de movimento: entrada e saída.
Abençoado “dia 21”, no movimento do Espírito, pela “Porta da Fé”!

Estamos no “Ano da Fé”, proclamado por Bento XVI por meio da Carta Apostólica Porta Fidei – “A Porta da Fé”.
Chegamos a mais um “dia 21”, marcado no calendário e no coração como “Dia da Família Gianellina”.
Liturgicamente, na Igreja Católica, com as luzes e dons do Espírito Santo, estamos vivendo o “Tempo Comum”.

Para vivermos o “tempo comum” de um modo “fora do comum”, seguem algumas idéias destacadas da Carta apostólica Porta fidei, oferecidas à Família Gianellina, quais centelhas do Fogo de Pentecostes a iluminar caminhos e aquecer corações... Idéias que servem de ajuda para manter-nos "em movimento" no discipulado missionário, equilibrando fé e vida:

"A porta da fé” (cf. At 14,27) está sempre aberta para nós.
Atravessar essa porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira.
Crer na Trindade é crer num Deus que é Amor.
Redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo.
Readquirir o gosto de alimentar-nos da Palavra de Deus e do Pão da Vida.
A renovação da Igreja passa pelo testemunho dos crentes, que fazem brilhar, com sua vida, a Palavra da Verdade e anunciam a novidade radical da Ressurreição.
A fé que atua pelo amor (Gl 5,6) torna-se um novo critério de entendimento e de ação que muda a vida das pessoas.
O amor de Cristo nos impele (2Cor 5,14). É o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impulsiona a evangelizar.
A fé nos torna fecundos porque alarga o coração com a esperança... e permite oferecer um testemunho capaz de gerar... pela Palavra que nos torna discípulos/as.
Somos chamados/as a ajudar pessoas que estão à procura de Deus a encontrarem o justo percurso de chegada à “porta da fé”.
O Ano da Fé suscita o desejo de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, confiança e esperança, celebrando a Fé na Liturgia. É uma oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado e aprofundar a oração do “Credo” nas catedrais, igrejas, casas, famílias, comunidades religiosas, comunidades paroquiais, realidades eclesiais antigas e novas. Ter a oração do “Credo” presente na mente e no coração; repetir no leito, pensar nas praças, não esquecer durante as refeições e mesmo dormindo...
Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé (Rm 10,10). Fé: dom pessoal que implica em testemunho e compromisso públicos.
Compromisso: descobrir novamente os conteúdos da Fé... refletir sobre o próprio ato com que se crê... Intensificar a reflexão sobre a fé, para revigorar a adesão ao Evangelho.
O Ano da Fé oferece um percurso para compreender melhor os conteúdos da fé, fazer o ato de fé e junto o ato de entregar-se totalmente a Deus. Aprofundar os conteúdos da fé e acolher o mistério da fé... Desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária.
Será decisivo repassar, durante o Ano da Fé, a história da nossa fé que faz ver o mistério da santidade entrelaçada com o pecado.
Ter olhar fixo em Jesus (cf. Hb 12,2)... Contemplar a vida e o caminho de Maria, dos Apóstolos, de discípulos, mártires, homens e mulheres consagrados/as, homens e mulheres do laicato cristão...
O Ano da Fé é uma ocasião propícia para intensificar o testemunho da caridade... porque “a fé sem as obras é morta!”
Pela fé, reconhecemos o rosto do Senhor ressuscitado nos que pedem o nosso amor.
Sustentados pela fé, olhamos com esperança nosso serviço no mundo.
Fé, companheira de vida, nos ajuda a ter um olhar novo para ver as maravilhas que Deus realiza por nós. Quando sou fraco, então é que sou forte (2Cor 12,10).
Maria, a Mãe de Deus, foi feliz porque acreditou (Lc 1,45) na Palavra e no Plano de Deus.
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Que tal entrar e sair pela "Porta da Fé"?
- Que tal arriscar-se na leitura da Carta Apostólica Porta fidei inteira, localizando no texto as centelhas oferecidas à Família Gianellina, neste “dia 21”?
- Que tal manter-se “em movimento”, pela fé, na missão evangelizadora?
- Que tal dar uma resposta a essa proposta, desencadeando em você e através de você um novo “movimento missionário”, nos passos de Gianelli?

Saudações à Família Gianellina,
sempre “em movimento”, na Fé, pela Fé e...
botando Fé!

Neiva Moresco, fmh

terça-feira, 23 de abril de 2013

Mais um Dia da Família Gianellina

Pelo viés da fé...


Você já percebeu como um simples viés dá um toque especial e faz a diferença numa roupa, numa sacola, numa toalha?
Você já viu que um viés faz a diferença porque é de cor diferente da cor da peça?
Você sabe que o viés parece ser apenas um enfeite, um acréscimo, mas como faz diferença, dando um belo acabamento!

Neste “dia 21”, vivido no Tempo pascal, podemos pensar no Carisma de uma pessoa, de um grupo, de uma Instituição como um viés espiritual que faz muita diferença no mundo. Pelo viés do Evangelho, os cristãos podem ser uma presença significativa onde vivem e atuam. É pelo viés da ressurreição que as histórias humanas podem ser histórias de salvação!

Estamos no Ano da Fé!
Na Bíblia sagrada, encontramos relatos de pessoas e grupos que, pela fé, deixaram marcas de bem nos caminhos da humanidade, como Abel, Henoc, Noé, Abraão, Sara, Isaac, Rebeca, Jacó, Raquel, José, Moisés, Gedeão, Davi, Samuel, profetas, profetisas e tantos outros que ouviram o chamado divino e, pelo viés da fé, deram sua resposta. Para conhecer algo da vida e ação dessas pessoas, você pode ler na Bíblia: Hebreus, cap. 11, vers. 1-40.

Estamos no Ano da Fé!
Bento XVI proclamou o Ano da Fé com uma carta apostólica: “Porta fidei” – “A Porta da Fé” (cf. At 14,27).É uma carta porque trata do assunto como se fosse uma conversa de pessoa a pessoa; é apostólica porque desafia os crentes a se lançarem na missão evangelizadora.
Nessa carta, lemos que, pela fé, muita gente teve “os olhos fixos em Jesus” e aderiu à sua proposta, abraçando a causa do Reino de Deus: Maria, os apóstolos e discípulos, os mártires, mulheres e homens que consagraram sua vida a Deus, na radicalidade da Vida Religiosa, mulheres e homens que, vivendo sua vocação laical, testemunharam o Evangelho na sociedade, na família, nos negócios, em todos os recantos do mundo.
Essa carta apostólica fala também em nós que, aqui e agora, fazemos alguma diferença no mundo, pelo viés da Fé!
Quem puder, leia o nº 13 da Carta Apostólica Porta fidei, de Bento XVI, e descubra a Fé como uma Porta de entrada no Reino de Deus e de saída missionária de discípulos e discípulas de Jesus pelas estradas do mundo.

Pelo viés gianellino...
Pelo viés da Fé, Gianelli deixou marcas evangélicas, no seu tempo. Pelo viés da Fé, os membros da Família Gianellina ajudam a construir o Reino de Deus, hoje, aqui.
Você já pensou no Carisma gianellino – Caridade Evangélica Vigilante – como um viés que põe um novo colorido e faz a diferença na vida da Igreja e da sociedade, na história das famílias, escolas e comunidades?

- Que tal pôr o viés da Fé na nossa vida?
- Que tal acrescentar o viés da Caridade, com as cores do Evangelho e da Vigilância, na nossa missão gianellina?
- Que tal aceitar o desafio e não ter medo de ser pessoas enviesadas, não como tortas ou que andam em má direção, mas como presenças transversais - diferentes que fazem a diferença! - deixando um traçado de bem nos caminhos do cotidiano?
- Que tal?... Quem sabe!...

Abraços e votos de abençoado Tempo pascal.
Neiva Moresco, fmh







quinta-feira, 21 de março de 2013


Dia 21 gianellino
na surpresa das “fumaças”!

Dia da Família Gianellina
com novas luzes e cores eclesiais!

No início deste ano, vivemos a surpresa das fumaças: em Santa Maria/RS, a fumaça preta que ceifou tantas vidas; no Vaticano, a fumaça branca que despertou esperança.

Nos últimos dias, a humanidade voltou seu olhar para uma chaminé... Nunca uma fumaça foi tão esperada e teve tanto significado... Fazia tempo que não se via tanta gente voltada para uma chaminé, à espera de um sinal.
Primeiro fumaça preta, depois fumaça branca!
Mesmo a fumaça preta saiu carregada de esperança, porque precedia a branca e garantia que uma escolha decisiva estava em andamento. E, aos 13.03.13, sob o olhar de multidões, apareceu a fumaça branca!
Na chaminé do Vaticano, a cor da fumaça foi gerada por elementos químicos programados. Mas, o importante é que era uma fumaça que sinalizava resultados eletivos.
Pois é. Da chaminé de nossas famílias, comunidades e instituições também sai fumaça... De nossas mentes e corações sai muita fumaça... De que cor é a nossa fumaça? Que elementos usamos para produzir “fumaça branca” nas nossas ações e relações?
Em certo momento, parecia misturar-se fumaça preta com fumaça branca. É assim na nossa história: misturam-se bons e maus sentimentos, claros e escuros pensamentos... Ora fazemos sair fumaça preta de nosso interior e poluímos o ambiente familiar e comunitário com nosso jeito amargo, nosso mau humor, nossas atitudes egoístas e ações excludentes... Mas também deixamos sair de dentro de nós a fumaça branca do bem e da amizade, da alegria e da generosidade; enchemos o ambiente com palavras, ações e presenças criadoras de caridade evangélica, quando somos vigilantes, como vigilante foi o mundo à espera dos sinais!

Neste dia 21, a Família Gianellina pode tentar descobrir a cor da fumaça que saia da catedral de Bobbio, pela presença e palavra de Gianelli, e enchia casas e ruas, sinalizando tempos melhores.

Neste dia 21, podemos fazer uma boa limpeza na chaminé da nossa vida, para que a nossa presença produza uma bela fumaça branca... ou, quem sabe, amarela, azul, verde ou multicolorida!

Neste dia 21, como membros da Família Gianellina, podemos nos sentir envolvidos/as pela fumaça lilás da santidade de Catarinas, Claras e Crescências... e pela fumaça verde-amarela da cidadania de Dilmas, Dungas e Divas, fazendo a diferença onde vivemos e atuamos!

Neste dia 21, como as gaivotas na praça do Vaticano, podemos voar ao redor de tantas chaminés e até pousar nelas, sem medo da fumaça preta que nos atinge em tantas situações... mantendo viva a fé e alegrando-nos com a fumaça multicor que sai de tantas pessoas e nos envolve na paz e no bem!

Neste dia 21, pedimos em oração a graça de continuar “de olhos fixos em Jesus” - chaminé divina - da qual sai continuamente a fumaça branca da salvação para todos.

No cotidiano, podemos prejudicar e nos sentir prejudicados por tanta fumaça preta nas nossas vidas e caminhos... Podemos estar cercados por pessoas que espalham fumaça preta no ambiente... Mas, temos que reconhecer que existe, em toda parte, muito mais fumaça branca ou da cor que quisermos... e são mais numerosas as pessoas que alegram e beneficiam o ambiente com sinais criadores de relações novas, gestos novos e presenças novas de humildade e simplicidade, de luz e bênção!

Que, da chaminé de nossos olhos, nossa boca e nossas mãos saia a colorida fumaça do Bem.
Que, neste Ano da Graça para a Igreja e o Instituto, possamos abrir a “porta da fé” (cf. At 14,27) e por ela entrar no Reino dos Céus.
Deus nos dê a graça de, como “Filhas de Maria”, viver felizes e fiéis na trilha vocacional-missionária no estilo “gianelli”, com o desprendimento corajoso e oportuno de “bento” e o coração cheio de “força e ternura” à moda “francisco”. Assim seja!

Abraços e votos de abençoada Semana Santa e feliz Páscoa,
envolvidas pela fumaça da Ressurreição!
Neiva Moresco, fmh

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Dia 21 gianellino-quaresmal!

Tempo de Quaresma!
Penitência é assunto para os nossos tempos?!
A Renúncia está em alta!?
Palavras de Antônio Gianelli (1789–1846),
santo missionário,
fundador do Instituto das
Filhas de Maria SS. do Horto,
tiradas de seus Sermões de Quaresma

[...]
Rasgar o Evangelho e renunciar a ele ou segui-lo como convém...  [...] É necessário deixar de ser cristãos ou admitir que a nossa vida é de penitência e que devemos fazê-la...  Mas, em que consiste essa penitência?
[...]
Uma coisa é a penitência do corpo, outra é a do espírito; a penitência do corpo sem a do espírito vale pouco diante do Senhor. A do espírito lhe é sempre agradável e tanto mais quanto mais viva for e se a acompanhar a do corpo. É preciso, no entanto, que sejam sempre unidas.
Para terem disso uma idéia correta, lhes direi que a penitência nada mais é do que uma guerra para destruição do pecado.
[...]
Por isso, vocês se dão conta de que não é verdadeira penitência a que não sabe detestar e abominar o pecado cometido ou que não sabe afastá-lo quando o prevê.
[...]
Um dia, Deus falou ao profeta Isaías (cap. 58): “Eu quero que se destrua o pecado, quero que se desfaça a iniquidade, que sejam aliviados os oprimidos, alimentados os famintos, socorridos os pobres, vestidos os nus, acolhidos os peregrinos”. E, noutro trecho, falando pela boca do profeta Joel (cap.2), disse: “Rasquem os seus corações, não as suas vestes”.
[…]
Muitos, porém, se enganam, convencendo-se de que, fazendo algum jejum, praticando alguma assistência, recitando alguma oração ou outra obra de piedade semelhante, cumpriram a sua penitência; e, no entanto, não se dão conta de que continua aquele estilo de vida, que permanece aquela prática, que vence sempre aquela paixão, que domina aquele arroubo, que arde sempre no coração aquele ódio inveterado e perverso. “Rasquem os seus corações, não as suas vestes” - Se não mudarem de coração, todo o resto não servirá.
No fazer isso, não os isenta nem a idade, nem a condição ou estado. Vocês não podem fazer penitência de um modo? Façam-na de outro. Não podem, talvez, jejuar, mas podem mortificar-se de outro jeito. Não podem fazer rigorosas penitências, mas podem privar-se de muitos passatempos e de muitos prazeres. Não podem cansar-se, trabalhar, mas podem, de mil maneiras, renunciar à própria vontade; podem fazer esmolas, podem humilhar-se diante de Deus, podem rezar, podem chorar, pelo menos no segredo do seu coração. Se quiserem, podem fazer muito mais, que não seja sacrificando-se no corpo.
Olhem o publicano: não faz nada além de inclinar-se, bater no peito e pedir misericórdia; e, deste modo, alcança o perdão: voltou purificado Contemplem a Madalena: não veste cilício, não carrega correntes, não jejua, mas com suas lágrimas derramadas nos pés do Senhor, obtém o perdão. Admirem Davi: ele não faz mais do que pronunciar um “pequei”, e logo Deus lhe perdoou seu pecado. Mas, por que isso? Porque a humildade do publicano, o amor da Madalena, o arrependimento de Davi eram tão grandes que superavam qualquer penitência.
Todos temos o coração livre, todos podemos, com a ajuda de Deus, detestar o pecado; todos podemos crescer no amor divino que, no dizer de S. Paulo, basta para cobrir a multidão dos nossos pecados. Por que, então não nos servimos disso, se não podemos praticar as outras penitências? Os meios nunca faltam para quem quer utilizá-los. Suas privações, suas fadigas, seus desgostos, suas misérias, suas preocupações, tudo pode ser objeto de penitência, se vocês quiserem. Basta que tenham o espírito de penitência, quero dizer, um espírito que deteste os pecados da vida passada e que procure castigá-los em si mesmo, que se esforcem em afastá-los para o futuro; enfim, um espírito empenhado em fazer guerra à culpa, em destruir o pecado.
Eis para vocês a verdadeira penitência; essa é a nossa situação, essa é a penitência que devemos fazer, esse é o modo de praticá-la.
Oração:
Deus das misericórdias, que chamas à penitência os pecadores e enches com tuas consolações os corações penitentes, dá-nos, por piedade, o verdadeiro espírito de penitência e faze que, como fomos, no passado, seguidores da culpa, tornando-nos inimigos da mesma, sejamos, até a morte, seguidores da verdadeira penitência. […]
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(Do sermão de Antônio Gianelli
– SOBRE A PENITÊNCIA – traduzido livremente de:
Escritos autografados em Sermões vol.3°, pág. 4
– Arquivo Casa Geral das Filhas de Maria SS. do Horto (Gianellinas), em Roma/Itália)