terça-feira, 25 de março de 2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia 21 gianellino 
quaresmal-pascal!


 Bendito seja Deus que nos concede a graça de viver 
DIAS QUARESMAIS com MATIZES PASCAIS.

 A Família Gianellina está vivendo um tempo quaresmal quase pascal: a Madre Geral do Instituto das Filhas de Maria Santíssima do Horto, Irmã Terezinha Maria Petry, está em visita oficial às Comunidades e a todas as Irmãs do Horto no Brasil.
Ela é brasileira e, há muitos anos, presta serviço missionário na Itália, sempre desempenhando funções de liderança na animação das pessoas na Vida Religiosa Gianellina. 
Chegou ao Brasil no dia 24 de fevereiro e aqui permanecerá até o dia 18 de abril 2014.

Pode-se dizer que estamos vivendo este tempo litúrgico chamado Quaresma com sabor de Páscoa!
É Quaresma, sim, porque, com sua Visita, nossa Madre Geral nos faz propostas de crescimento na qualidade de vida, na fidelidade aos compromissos assumidos, na melhoria das relações e ações, na abertura de horizontes pessoais e comunitários. E isso é uma “penitência quaresmal”.
Mas, também se alegra com nossas alegrias, congratula-se com tanto bem que é realizado em favor da vida, escuta com gosto as narrativas da nossa caminhada religiosa gianellina, reza e medita a Palavra e compartilha conosco bons momentos de festa e descontração. E isso é uma “experiência pascal”.
Cada contato pessoal, cada reunião de comunidade, o encontro com grupos gianellinos faz acontecer a “ressurreição” na vida das pessoas: são sementes de uma nova vida ultrapassando os limites dos canteiros e crescendo floridas nos caminhos e até nas brechas entre as pedras... 
Quem disse que não se pode fazer da vida uma abençoada mescla de experiências quaresmais e pascais?... O Mistério Pascal pode ser uma “reserva de ressurreição” que imprime sentido novo a cada circunstância do nosso quotidiano.

Bendito seja Deus  que nos concede a graça de viver 
DIAS QUARESMAIS com MATIZES PASCAIS.


Abraços quaresmais e votos de bênçãos pascais!
Neiva Moresco, fmh


quarta-feira, 12 de março de 2014

Notícia Pascal

Festa no Lar de Idosos e Idosas!


 Era uma vez uma Casa... e esta Casa foi residência de Irmãs do Horto e Jovens em busca de luz no seu caminho vocacional. Atualmente, é uma Casa transformada em Lar para pessoas idosas da Comunidade de Firminópolis/Goiás: o Lar Bom Samaritano.

Conforme notícia do Sr. Célio Paulo de Araujo, da equipe de administração da obra, num recente evento, foi feito um relato sobre a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto, frisando a Caridade que vem fazendo para a Comunidade, cedendo o prédio para que se possa realizar um trabalho digno para anciãos e anciãs.
Um fato notável, que merece divulgação e reconhecimento, é que a comunidade firminopolina está começando a colaborar com esse Lar. Para a coordenação da Casa, é uma grande bênção de Deus, pois passava por dificuldades financeiras. Mas, como se diz, “tudo tem seu tempo”, e o tempo está chegando, pela misericórdia Divina.  
É uma boa notícia no Tempo quaresmal, em que todos somos convidados a fazer gestos concretos de “oração, esmola e jejum”. Com certeza, as pessoas que estão colaborando com o “Lar Bom Samaritano” estão fazendo “jejum”, isto é, privando-se de alguma coisa para ser solidárias com quem mais necessita; estão fazendo práticas de “esmola”, quer dizer, oferecendo um pouco de seu tempo e de seus bens em favor do próximo. Por essas pessoas amigas dos anciãos, elevamos a Deus uma “oração”, pedindo que sejam abençoadas e continuem fortes na fé, animadas na esperança e praticantes da “Caridade Evangélica Vigilante: um Amor que se fundamenta no Evangelho e dá atenção às pessoas necessitadas.
Bendizemos a Deus porque fazer gestos de solidariedade no Tempo de Quaresma é uma boa preparação para a Festa da Páscoa: a solidariedade de “bons samaritanos” da comunidade “ressuscita” a alegria nos corações!
“Gentileza gera gentileza”, dizia o poeta-profeta José Datrino. Pode-se dizer que “solidariedade gera solidariedade”. E é pela solidariedade    que a “ressurreição” acontece no quotidiano. É pela solidariedade samaritana do povo de Firminópolis que o “Lar Bom Samaritano” continuará cuidando da vida dos seus idosos e idosas.

Estamos no Tempo da Quaresma... 
e a Páscoa já está acontecendo por aí! 

quarta-feira, 5 de março de 2014

CARNAVAL e QUARESMA: 
nada a ver... ou tudo a ver?
A conclusão é sua.


Estamos encerrando uma etapa importante, que mexe com o Brasil todo: o Carnaval. Estamos começando outra etapa que deve mexer com a vida de todos e com as estruturas da Igreja e da sociedade: a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Podemos nos inspirar  nessas duas grandes Festas: o Carnaval e a Páscoa.

Quaresma, em outros tempos, parecia um período de tristeza, de fechamento e recolhimento de cada um em seu mundo pessoal, procurando apenas a salvação individual. Hoje, graças ao aprofundamento da Palavra de Deus e ao avanço da reflexão da Igreja, Quaresma é um tempo abençoado de preparação para o maior acontecimento do Cristianismo: a Páscoa.
É tempo de abrir-se para Deus e para os outros, renovar a esperança e buscar novo sentido para a vida; é tempo de erguer a cabeça pela força do Senhor Ressuscitado; é tempo de assumir projetos em favor da ressurreição de tantas vidas que estão mortas, de tantos valores que estão no túmulo de muitas organizações sociais ainda injustas; é tempo de revitalizar tantas coisas boas que estão morrendo em algumas famílias, comunidades e, talvez, em nossos corações.

O Carnaval é a concentração-mobilização de milhares de pessoas nos Blocos, nas Escolas de Samba, nas ruas... Milhões de pessoas pelo Brasil afora... povo nas ruas...
A Quaresma, como lemos na Bíblia, é também uma grande concentração que mobiliza: Toquem a trombeta, proclamem um jejum, convoquem uma assembléia, reúnam o povo, organizem a comunidade, chamem os velhos, reúnam os jovens e as crianças; que os casais e sacerdotes participem, ampliando os horizontes do seu mundo pessoal, proclamando que o Senhor nosso Deus tem piedade do seu povo. (cf. Joel 2,12-18).
É por isso que rezamos com fé: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, a oferta da nossa participação. Cremos que, se o teu Reino de Amor acontece, a vida da humanidade se renova.

A preparação para o Carnaval é feita de sacrifícios, o ano inteiro: quanta gente se abstendo de tantas coisas! Quando jejum, quantas horas de vigília! Quantas pessoas doando tudo de si, não como uma “esmola obrigatória”, mas como “sinal de pertença” a um grupo, a uma entidade! Quanta dedicação para que a grande Festa Popular aconteça. Hoje, para muitos e em diversos lugares, no preceito da “abstinência”, a carne é quase um símbolo. A realidade da vida do povo mudou, mas o sentido e o valor da proposta cristã continua atual: privar-se de algo em favor de mais vida para mais gente. Pela solidariedade, pode-se ajudar aqueles que sofrem todo tipo de privações... Este é o desafio da abstinência de carne e do jejum quaresmal: privar-nos de algo para que outros não fiquem privados de vida, saúde, alegria e de tantos outros bens necessários à dignidade humana.
É por isso que rezamos: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, nossa oferta de jejum e solidariedade, nossos sacrifícios e experiências para que, nesta Quaresma, o teu Reino de Amor aconteça e a vida do povo se renove em dignidade e felicidade.


No Carnaval, quando o povo vai para a Avenida, desaparecem os rostos tristes e cansados, o abatimento pelas dificuldades, as marcas do sofrimento e dos sacrifícios do ano todo. Afinal, a Festa é de Alegria!
No Evangelho da abertura da Quaresma, Jesus nos desafia a assumir o sacrifício da conversão, não como os hipócritas que desfiguram o rosto, mas como quem acredita na vida, por isso apresenta seu rosto lavado e sua cabeça perfumada (Mt 6,16-18).
Quaresma é tempo de penitência e conversão, mas não é tempo de tristeza. É tempo de reanimação por causa do Senhor Ressuscitado, por causa dos projetos em favor da vida, por causa de tantas vidas que estão aí, precisando ser “ressuscitadas”. Isso aparece até no Ritual das Cinzas, do qual muita gente participa na chamada “quarta-feira de cinzas”.
Em outros tempos, ao recebermos as cinzas sobre nossa cabeça, ouvíamos as palavras: “Lembra-te, ó homem, que és pó e ao pó voltarás!” Hoje, o símbolo das cinzas continua, mas a proposta é mais radical e abrangente, mais significativa e dinâmica: “Converta-se e creia no Evangelho!” Em tempos idos, as pessoas eram levadas a pensar mais na morte; hoje, são desafiadas a pensar na vida e a fazer ações em favor da vida. Isso é conversão!

Observando a “massa popular” que, no Carnaval, enche as Avenidas, nossos olhos se enchem com a beleza e o colorido das fantasias e alegorias, com o ritmo e a leveza das danças e coreografias: tudo tem história e sentido, harmonia e articulação. Parece até que as pessoas aceitam desaparecer e ficar escondidas numa fantasia, pois importa é que o recado de sua Escola ou grupo seja transmitido.
Nesta Quaresma, preparando a grande festa da Páscoa, pela Palavra de Deus somos convidados a “vestir a armadura de Deus, a colocar o cinto da verdade e a couraça da justiça; a pôr nos pés o zelo da propagação do Evangelho e a ter na mão o escudo da fé; colocar o capacete a salvação e pegar a espada do espírito” (Ef 6,13-17) e transmitir recados de Deus.
É por isso que oramos: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, a oferta de nossa caminhada quaresmal. Assim, vendo-nos revestidos com as vestes da vida e da esperança, todos crerão que o teu Reino de Amor está acontecendo no quotidiano das casas e instituições, e o teu “recado de salvação” chegando a todas as pessoas.

O eixo ao redor do qual gira a vida no Carnaval é o “samba-enredo”: o povo repassa muito de sua história e expressa seus desejos, esperanças e experiências, canta as alegrias e as dores que carrega na alma... Todos aprendem e todos cantam empolgados, tanto na avenida como nas arquibancadas... Na Quaresma, que é também o período da Campanha da Fraternidade, a Igreja Católica propõe cânticos que, de Norte a Sul do Brasil, podem traduzir os clamores do povo e as propostas de Deus. É bom que todos aprendam e todos cantem. Pelos cânticos, é repassado o grande tema, o “enredo” da nossa Igreja, para o ano em curso: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).
Então, nossa oração será forte e nos fortificará: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, a oferta dos ensaios e todas as vezes que os cantos da CF são entoados. Através disso, todos acreditarão que o teu Reino é de Amor e vai acontecendo na história do teu povo..

No Carnaval, a Bateria de cada Escola de Samba tem sua Madrinha, geralmente uma mulher que tem beleza e ginga e é conhecida e querida pelo povo. Preparando nossa Páscoa, contamos com a proteção de nossa Padroeira, nossa querida Madrinha: Maria, Mãe de Jesus: mulher com o belo  gingado da vida, conhecida e amada pelo povo. Com ela, nos sentimos capazes de percorrer o caminho da conversão!
É através de nossa Madrinha Maria que fazemos esta oração: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, a oferta de nossa caminhada, nossa disposição de converter-nos e crer no Evangelho, de abraçar a proposta do Bem, com Maria. Temos certeza de que, se caminharmos com Maria, o teu Reino de Amor acontecerá.

O Carnaval é uma das maiores festas populares. Acontece uma mobilização geral. Mas, ninguém é ingênuo a ponto de ignorar os problemas, os abusos, a destruição de tantas vidas, os estragos no corpo e na alma que acontecem durante o Carnaval.
Neste tempo de preparação para a Páscoa, tomamos consciência dos estragos e falta de vida em tantas famílias e na sociedade toda. Por isso, somos convidamos a vivenciar na fé este tempo de Graça, que é a Quaresma.
Na abertura deste tempo litúrgico, oramos juntos: Suba a Ti, ó Deus Pai, como prece, nossos trabalhos e nosso lazer, nosso convívio e nossos compromissos. Sabemos que, se o teu Reino de Amor acontece, a Festa da Ressurreição será um grande e permanente abraço de salvação da humanidade.
Na passagem do Carnaval para a Quaresma, quando os confetes dão lugar às cinzas, as fantasias coloridas e brilhantes são substituídas pela cor quaresmal, assumimos na Fé a construção de um caminho pascal, mantendo viva na alma a “fantasia da caridade” (João Paulo II em NMI 50).

Carnaval e Quaresma: 
nada a ver... ou tudo a ver com a Vida?
Você decide!


Da CARTA APOSTÓLICA  NOVO MILLENNIO INEUNTE (NMI),  de João Paulo II – Ano 2000:
50. [...] É hora duma nova “fantasia da caridade”, que se manifeste não só nem sobretudo na eficácia dos socorros prestados, mas na capacidade de pensar e ser solidário com quem sofre, de tal modo que o gesto de ajuda seja sentido, não como esmola humilhante, mas como partilha fraterna.”  

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Família Gianellina em circulação!

Família Gianellina em fevereiro 2014!

Circulando e fazendo circular!

Fevereiro, em alguns lugares, é um mês único: menos dias do que os outros e muitos acontecimentos especiais... Ao menos em Porto Alegre foi assim.
A cidade viveu um ‘vazio” de ônibus, que ficaram dias parados, e de estudantes, que estavam em férias! Mistura de sofrimento e luta, alegria e diversão!
Vans escolares: na hora do aperto da população, ampliaram seu espaço de presença! Passado o sufoco e começando as aulas, retiraram-se para seu trabalho específico: transportar estudantes!
Para muitos, acaba-se o período de férias e já é tempo de recomeçar as aulas e de voltar ao trabalho.

Agora, todos circulando e fazendo circular: motoristas, cobradores, passageiros...  estudantes, educadores, famílias...
Salas, corredores e pátios das escolas... ruas da cidade... são como “veias” por onde corre o “sangue” do trabalho e  da amizade, do saber e da vida!
Mentes e motores movendo-se e fazendo barulho... É a circulação de sonhos e energias! É o barulho da vida em ação!

Ônibus e escolas lidam com pessoas!
Motoristas, cobradores e educadores fazem circular a vida! Favorecem o movimento de quem movimenta passos e projetos! Famílias circulando na cidade, levando, buscando, acompanhando seus pequenos na volta às aulas! Pais e mães curtindo o presente, de olho no futuro de seus filhos e filhas!
Ônibus e Vans, escolas e famílias: “lotados” de pessoas que lidam com pessoas!

Seria bom que não faltasse:
- o ar condicionado nos ônibus e nas salas de aula...
- o sopro do Espírito Santo de Jesus nos corações, nas famílias e cidades: o “vento de Deus” fazendo a Vida circular!
A cidade vive com ônibus e escolas em movimento... E com muitas pessoas como você, a serviço da circulação do Bem!
Continue circulando com vida... e faça a vida circular! 
Movimente-se na direção dos outros! 
Ponha em movimento seus ideais e dons! 
Faça circular o que há de melhor em você!

Abraços de quem não trabalha mais em escola, mas ama as crianças...
Ama as crianças e... anda de ônibus!
Neiva Moresco, fmh

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Mensagem Gianellina

Família Gianellina
iniciando um novo ano,
com a GRAÇA
e pela GLÓRIA de Deus!

Para escrever esta Mensagem do “Dia da Família Gianellina” deste primeiro mês do Ano da Caridade, valho-me da EG = Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, publicada na festa de Cristo Rei e encerramento do Ano da Fé, 24 de novembro de 2013. Dela destaco sete frases.
É o Papa Francisco propondo a “alegria do Evangelho” e alertando sobre sete possíveis “roubos” dessa alegria. E a Família Gianellina cuidando para não “roubar” e não ser “roubada”...

1. Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário! (EG 80)

2. Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização! (EG 83)
3. Não deixemos que nos roubem a esperança! (EG 86)
4. Não deixemos que nos roubem a comunidade! (EG 92)
5. Não deixemos que nos roubem o Evangelho! (EG 97)
6. Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno! (EG 101)
7. Não deixemos que nos roubem a força missionária! (EG 109)

EG - Evangelii Gaudium: uma Exortação Apostólica Extra Grande em seu conteúdo e na unção de cada palavra; nas propostas de alegria e nos bons frutos de evangelização que podemos vislumbrar...

EG - Extra Grande foi a inspiração do Papa Francisco ao escrever essa Exortação Apostólica! EG – Extra Grande é o tamanho da bênção que pode nos vir da leitura e reflexão dessa Palavra do Papa Francisco!

EG - Extra Grande é a missão da Família Gianellina quando caminha na Estrada de Gianelli!

Você pode ser tamanho P – Pequeno...
M – Médio...
G – Grande...
EG – Extra Grande...
Na vida, no discipulado de Jesus, na missão evangelizadora, qual é o seu tamanho?

Um abraço gianellino EG,
com os melhores votos de Bem!
                           Neiva Moresco, fmh

Bobbio (Itália): lugar em que Santo Antônio Gianelli foi Bispo nos últimos oito anos de sua vida.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Uma Circular Gianellina fazendo circular a Luz do Natal

Mensagem da Madre Geral 
do Instituto das Filhas de Maria SS. do Horto 
para a FAMÍLIA GIANELLINA



Uma mulher disse “sim” e Deus veio habitar entre nós. Fez-se carne, fez-se esperança, fez-se luz. A promessa se cumpriu. É apenas uma criança, como tantas que, hoje, nos interpelam, gritam, clamam por esperança, vida... mas são também esperança de futuro.

      Caríssimos,
augurando um Natal cheio de alegria, convido todos a deixar-se conquistar pela doçura e pelo desafio do Verbo feito um de nós, tendo presente que Ele continua a encarnar-se e quer morar entre nós!
O Natal é o maior ato de fé do nosso Deus na humanidade porque entrega o Filho Unigênito nas mãos de uma jovem inexperiente e generosa, confiando totalmente nela. Maria disse “sim” e cuida do recém-nascido, alimenta-o de leite, de carícias e de sonhos. Ela o fará viver com seu abraço. Do mesmo modo, na encarnação nunca concluída do Verbo, Deus viverá na nossa terra somente se nós cuidarmos dele, como uma mãe, a cada dia (Ermes Ronchi).
O Natal é uma doce solenidade porque é de família, de crianças, de beleza e de doçura. É um dia de ternura, de emoção, de intimidade. É o dia em que se sente o encanto da bondade, o fascínio de ser bons e, se assim não for, lamentamos. Mas, o Natal deve tornar-se, para cada um de nós, o espaço para a reflexão porque, num Menino, Deus se entrega em nossas mãos e nos pede para defendê-lo das injustiças que ainda existem e nos convida ao encontro verdadeiro com todos, sobretudo com aqueles que, por mil motivos, ficaram para trás.
S. Antônio Gianelli, por dois anos consecutivos (1844-1845), fez os augúrios natalinos às Filhas de Maria indicando a pobreza como meio indispensável para viver o mistério da presença de Jesus Cristo no meio de nós e propondo-a como distintivo do Instituto. Trata-se de uma pobreza que vive de alegria e contentamento, que liberta, levando à itinerância para o serviço aos outros, para a missão. É a itinerância que o próprio Filho de Deus assumiu ao fazer-se carne, ao fazer-se esperança, luz, como diz a frase de abertura deste augúrio.
O pensamento do nosso Fundador é muito atual na conjuntura histórica presente, no atual pensamento da Igreja que nos chama, continuamente, à conversão, a opções de solidariedade, de periferias, de caridade verdadeira, aquela que decide incluir “o outro”, o pobre, na vida pessoal familiar, comunitária.
Que o Mistério do Natal ilumine as nossas opções: ajudemos, inventemos, renunciemos a alguma coisa, procuremos quem está mais próximo à nossa sensibilidade, mas vamos ao encontro daquele Menino que, no Natal, interpela fortemente as nossas consciências.
Renovo os votos de um Santo Natal de paz e de serenidade, no encontro com o rosto do pobre, aquele que me oferece a oportunidade de contemplar e assimilar em profundidade o mistério desta festa.
Considerando que, ainda hoje e para sempre, o Verbo se faz Homem, “uma criança como tantas... esperança de futuro”, partilho com vocês um escrito de Giuliana Martirani, que pode ajudar-nos a dar um sentido profundo e global à festa que celebramos.                        
Ir. Terezinha Maria Petry
Superiora Geral
 Roma, 2013/2014
    
Querido Jesus Menino, quero avisar-Te...


Querido Menino,
agora que, novamente, nasces criança na Terra, 
quero avisar-Te:
                      
Não nasças na cristã Europa:
te colocarão só diante da TV,
enchendo-te de pipocas e salgadinhos,
e te educarão para ser competitivo,
homem de poder e de sucesso,
a ser um “lobo”para as outras crianças
como africanas, latinoamericanas ou asiáticas.
Tu que és o manso Cordeiro do serviço.

Não nasças na cristã América do Norte:
te ensinarão que és superior às outras crianças,
que tempo é dinheiro,
que tudo pode ser reduzido a negócio,
também a natureza;
que cada ser humano “tem um preço”
e todos podem ser comprados e corrompidos;
e te treinarão para disparar mísseis e fazer embargos
que tiram alimento e medicamentos de outras crianças.
Tu que és o Príncipe da paz.

Evita a África:
poderia te acontecer de nascer com Aids
e de morrer de diarréia, ainda recém-nascido,
ou de terminar refugiado num País não teu
para fugir de novos massacres dos inocentes.
Tu que és o Senhor da Vida.

Evita a América Latina:
acabarias menino de rua ou te explorariam
para cortar cana de açúcar ou colher café e cacau
para as crianças do Norte do mundo
sem nunca poder comer uma só barra de chocolate.
Tu que és o Senhor da criação.

Evita também a Ásia:
te farão trabalhar 14 horas por dia
para fabricar tapetes ou sapatos, bolas e brinquedos
para dar de presente...no Natal...
e Tu  andarás descalço
e jogarás com bolas de papel ou de pano.
Tu que és o Dono do mundo.


Mas, sobretudo, não nasças... de novo na Palestina:
alguns te colocarão um fuzil, outros uma pedra nas mãos
e te ensinarão a odiar aos teus irmãos... do mesmo Pai:
os hebreus, os muçulmanos e os cristãos
Tu que, a cada ano, és enviado pelo Pai
para dar-nos o seu amor misericordioso.
   
  Querido Menino,
pensando bem, deves mesmo renascer em todos esses lugares, mas não nos corações das crianças e dos Países “pequenos e fracos”: lá já estás. Mas no coração dos grandes e dos Países “grandes e poderosos”, porque, como Tu mesmo fizeste: 
Deus potente que se torna criança impotente, renasçam também eles: pequenos, inocentes e, finalmente... fracos.
                                                                                                                                                 
Giuliana Martirani